Espumantes, é tempo de borbulhas!

Brasília, dezembro de 2010
6ª edição . mês 6 . ano I

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Espumantes

é tempo de borbulhas!

 

É muito comum ir a uma festa e ouvir um garçom gen­tilmente oferecer um prosecco. Muitas vezes, ele nem sabe que o que está servindo não é um prosecco! Pro­secco é o nome de uma uva de origem italiana, com a qual se faz um espumante muito famoso e popular. O correto seria o garçom nos oferecer um espumante, porque qualquer vinho com borbulhas naturais – gás carbônico – é, antes de tudo, um espumante.

Os espumantes são vinhos que sofreram uma segunda fermentação após a primeira fermentação a que as uvas são submetidas e que produz o álcool que todo vinho contém. A segunda fermentação – que pode ocorrer na própria garrafa ou em tonéis – faz com que a bebida acumule gás natural, passando a apresentar uma carac­terística mais refrescante do que a dos demais vinhos.

É a bebida perfeita para festas e comemorações e é mui­to eclética, acompanhando perfeitamente bem diversos tipos de pratos e petiscos, inclusive os mais sofisticados.

Pode ser produzido em qualquer lugar do mundo; porém, dependendo de como e onde é feito, recebe nomes distintos. Assim, os mais famosos espumantes do mundo são os champagnes, sendo assim chamados aqueles produzidos na região geográfica da França de­nominada Champagne, localizada cerca de 145 km a nordeste de Paris.

Embora se produza vinho na região de Champagne desde os tempos romanos, o vinho borbulhante ao qual chamamos de champagne foi feito pela primeira vez no final do século XVII. Conta a lenda que o champagne foi criado acidentalmente pelo abade Dom Pérignon, que teria dito estar bebendo estrelas quando o expe­rimentou.

Por mais agradável e charmosa que seja essa história, o champagne não foi criado por Dom Pérignon (embora ele tenha sido importante no desenvolvimento desta be­bida) nem por qualquer outra pessoa. O champagne foi o resultado curioso do trabalho de muitos champanhe­ses e de um acaso da natureza.

Essa bebida é, sem dúvida, a mais lendária e charmosa de todas. Conta-se que, certa vez, Marilyn Monroe tomou um banho com 350 garrafas de champagne. Segundo o biógrafo George Barris, ela bebia e inalava champagne como se fosse oxigênio.

As uvas mais importantes na produção de um champag­ne são a Pinot Noir e a Chardonnay. Esse tipo de vinho pode ser rosé ou não, dependendo do tempo em que se deixa a mistura em contato com as cascas da Pinot Noir para transferir ao vinho base a cor e as características da bebida rosé. Em termos de doçura, pode ser extra­-brut, brut, extra-sec, sec, demi-sec e, na outra extremi­dade, douxe. O ajuste fino é feito no momento de fechar a garrafa, com o acréscimo de determinada quantidade de um “licor de expedição”, especialmente concebido para este fim. Quando não se faz este ajuste, a bebida é denominada brut nature.

Na maior parte das vezes, um espumante não apresen­ta em seu rótulo a safra da qual foi feito. Isso porque quase sempre é feito de uma mescla de uvas de várias safras para garantir que mantenha a mesma qualidade através dos anos. Somente os anos especialmente bons são usados para fazer espumantes exclusivos de uma única safra. Estes são denominados millésimes, trazem a safra no rótulo, recebem nomes pomposos e seu preço é diferenciado também.

Derivando do nome da região de Champagne, tem-se a denominação do método usado para a elaboração desse tipo de bebida – Champenoise – que consiste em ob­ter a segunda fermentação na própria garrafa. Esse é um processo demorado, cuidadoso e caro, que leva, em ge­ral, anos para ser concluído nos subterrâneos (caves) das famosas maisons daquela região francesa. Este método acrescenta complexidade incomparável à bebida, mas a torna cara e pouco acessível.

Após a descoberta de um método alternativo – Charmat

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Um dos mais famosos vinhos assim produzidos é o pro­secco, feito principalmente com uvas de mesmo nome e, às vezes, com pequena quantidade de Pinot Bianco e Pi-not Grigio. É uma bebida tradicionalmente feita no norte da Itália, sendo o espumante típico da região de Veneza.

Outro espumante muito famoso é o Cava da Espanha, que começou a ser produzido por volta de 1870, na Ca­talunha. Ainda hoje, cerca de 90% de toda a produção desta bebida vem desta região. O método de produção é o tradicional (Champenoise), mas, para ser considera­do Cava, tem de ter, no mínimo, 9 meses de envelhe­cimento em garrafa e as uvas devem ser colhidas nos municípios autorizados. As uvas autorizadas são: Maca­beo, Xarello, Parellada, Malvasia, Chardonnay, Trepat, Garnacha Tinta, Monastrell e Pinot Noir.

Para explorar este mundo das borbulhas, selecionamos três exemplares distintos.

O primeiro deles é um prosecco, de origem italiana, de­nominado Dei Poeti. O produtor – Bottega – é muito tradicional e faz uma bebida muitíssimo apreciada em seu país de origem e em todo o mundo. É um espuman­te obtido pelo método Charmat, com resultado leve, frutado e muito frescor.

O segundo chama-se Nocturno Brut Rose e é produ­zido em Mendoza, Argentina, também usando o método Charmat, e empregando a uva Bonarda, tão tradicional­mente argentina. O vinho base passa quase um dia todo em contato com as cascas da Bonarda e delas obtém uma cor forte e vibrante, entregando-nos boa estrutura para um espumante.

O terceiro espumante é um Cava, o Castellroig Brut, produzido por Castellroig, considerada por muitos a me­lhor fabricante de Cavas da Espanha. De grande persona­lidade, esta bebida é obtida pelo método Champenoise e nos traz leveza e complexidade simultaneamente.

Esperamos que desfrutem dos vinhos e das sugestões de harmonização, que constam das fichas técnicas em anexo.

Fernando A F Rodrigues

 

 

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