África do Sul!

clube-do-vinho-artigoBrasília, novembro de 2010 - 5ª edição . mês 5 . ano I

 

 

 

 

África do Sul!

Novo mundo que faz vinho há 300 anos?

 

Muitos consumidores usuais de vinho nunca provaram um vinho feito na África do Sul. Essa afirmação é certamente verdadeira, embora, com a recente copa do mundo de futebol, esse país no sul do continente africano tenha atraído muito mais a atenção de todo o mundo. Isso porque a África do Sul é um país do Novo Mundo, de pequena produção e nenhuma tradição com vinhos, certo? Nada disso! A única afirmação certa na frase anterior é que a África do Sul é um país do Novo Mundo. A produção não é tão pequena assim. Na verdade, eles produzem praticamente a mesma quantidade de vinho que o Chile e estão entre os dez maiores produtores mundiais de vinho.

E a tradição? Pois bem, a África do Sul produz vinhos há mais de 300 anos. E um famoso vinho de sobremesa produzido em Constantia, perto da Cidade do Cabo, o Vin de Constance, foi considerado por muitos famosos escritores e nobres europeus o melhor vinho de sobremesa no século XIX, rivalizando com Sauternes e Tokajis. Consta que esse vinho, que brevemente será importado pela Grand Cru para o Brasil, foi o vinho de Napoleão durante seu exílio, até a morte, na ilha de Santa Helena, no continente africano. O que ocorre é que a indústria de vinhos sul-africana sofreu grande baque com o advento da praga filoxera, que interrompeu a produção de praticamente todos os vinhos por quase um século, retomando no final do século XX.

clube-do-vinho-mulheresA África do Sul tem na França o modelo de inspiração para seus vinhos. Os cortes bordaleses, com Cabernet Sauvignon, Merlot e outras cepas de origem francesa são usualmente muito bons e, por vezes, lembram mesmo vinhos originais de Bordeaux. Também são facilmente encontrados bons vinhos feitos com Pinot Noir e Syrah. Nos brancos, a Chardonnay é o destaque principal, mas muitas outras possibilidades podem ser apreciadas. A uva que confere um ar de tipicidade aos vinhos locais é a Pinotage, criada na África do Sul em 1925, por intermédio do cruzamento da Hermitage (Cinsault) com a Pinot Noir. Com essa uva, são produzidos vinhos leves ou cortes com características aromáticas peculiares, tais como um certo defumado.

A produção de vinhos na África do Sul é concentrada no sul do país, sendo as regiões principais produtoras Paarl, Robertson, Constantia e Stellenbosch, todas próximas da Cidade do Cabo. Além dessas, destacam-se Olifants River, Piketberg, Swatland, Tulbagh, Worcester,

Durbanville, Klein Karoo, Swellendam, Overberg e Elgin-Walker Bay. Essas regiões de modo geral, e em especial as mais próximas à Cidade do Cabo, são muito bonitas e bem cuidadas, com excelente infraestrutura para eno­turistas. A colonização europeia, meio inglesa, meio holandesa,  contribui para o charme das vinícolas e dos restaurantes, quase sempre mesclados com toques culturais africanos.

Para os nossos vinhos do mês, selecionamos dois tintos e um branco. O branco escolhido foi o Glen Carlou Tortoise Hill White 2009. É um vinho de surpreendente complexidade para a sua faixa de preço. Com um corte não usual, baseado em Viognier e Sauvignon Blanc, obtém notável resultado e frescor. A vinícola Glen Carlou, fundada em 1983, frequentemente tem seus vinhos selecionados entre os melhores da África do Sul por especialistas locais e internacionais. Atualmente, está associada ao Grupo Hess Collection, o que garante à vinícola visibilidade mundial.

O segundo vinho, um tinto, é da mesma Glen Carlou e chama­se Glen Carlou Tortoise Hill Red 2006. Também complexo, mas com sua estrutura baseada na francesa Cabernet Sauvignon, tem bom corpo e envelhecimento em madeira, mas é versátil, podendo ser apreciado puro ou acompanhando um prato mais pesado.

Por fim, nosso terceiro vinho é uma novidade no mercado brasileiro. Membro da tradicional e aclamada Remhoogte, o Aigle Noir 2008, tem a consultoria de Michel Rolland e um corte que inclui as francesas Cabernet Sauvignon, Merlot e Shiraz, com um toque da Sul-africana Pinotage. Tem maturação por 22 meses, ampliando o corpo e os aromas de defumado. Vinho elegante e bem estruturado, é um bom representante da escola sul-africana.

Esperamos que desfrutem dos vinhos e das sugestões de harmonização, que constam das fichas técnicas abaixo.

Fernando A F Rodrigues
  
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